terça-feira, 22 de junho de 2010

Aroma

o das flores...

das que ontem senti, permaneceram o perfume nas mãos. Acordei hoje num supiro forte e abraçado com meu travesseiro de fronha branca. estava frio. espantei a chuva ao vestir-me de amarelo comparando-me com o sol, era manhã de inverno. A calçada molhada deixou minha meias úmidas e mesmo assim sai para o dia ensolarado em mim e chuvoso um pouco nebuloso mais acima. O movimento na rua havia diminuido, o frio espanta de fato os que dele tem medo, já eu sou apaixonado. atravessei a rua com pouca distração, não era muito preciso afinal. Os carros parados, não havia perigo. Atravessei a avenida, que tem no canteiro central grama e flor, reparei em detalhe numa delas que parecia transbordar brilho, mas eram apenas os reflexos dos pequenos fios solares que escapavam pelas nuvens carregadas de água e que ainda não haviam resolvido molhar o chão. Sorri. Poderia tirá-la de lá para presentear o amor, mas preferi deixá-la viver e fazer não só a mim, mas outro que ali pudesse percebe-lá, sorrir. andei por fim, até chegar onde queria, enfim lá. Agora aqui.

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