Frio. Piso no chão gelado com meias leves e dor na cabeça, meus olhos seguem passos olhando pro chão, estou aqui tão só, que solidão. O sol, hoje não pintou de amarelo forte com tons de azuis com branco o céu. Neblina. O chão da rua molhado, com as gotas de chuva que caem sem medo de eclodir no chão, espalhando seu suor pelo chão já gelado. Esse cenário se mistura com a saudade que bate no meu coração ao abrir a janela, logo depois de ser acordado pela mensagem doce de quem deixou uma marca no meu coração: "bom dia!" Era só o que dizia quando o 'flip' do celular deslizou nas minhas mãos e logo na caixa de entrada a escrita em linguagem informal. Não sei o que senti. Falta talvez de algo como a verdade que espero todos os dias, ou quem sabe falta daquela mesma mensagem por você. Eu poderia ter te amado para sempre, eu saberia como, mas não voltaremos nesse assunto aqui, estamos falando hoje de quem não passou ainda, ou quem sabe até passou, mas ficou. Ficou aqui dentro, no canto claro do meu coração, com um sorriso cheio de alegria e uma tristesa escondida no sangue, espero apenas a verdade. Olhar o céu hoje me faz lembrar de momentos que vivi intenso num fim de semana, assim como hoje, frio. Queria poder pegar meu lápis de cor e pintar o céu de laranja, num por do sol digno de se ver a dois, assim como as estrelas que pintamos naquele céu escuro. Felicidade, então resumimos isso naquele pequeno gesto de companheirismo. Estamos mudando, e você mudou. Mas nessa vida louca que a gente nunca sabe onde vai dar, vem da nascente fria que corre até chegar ao mar, gelado, e se mistura, e se perde em grande quantidade de azul e verde e assim segue pra frente no fluxo das ondas que quebram na areia molhada e voltam pra casa, até correr todo esse caminho que quem sabe trará de volta o começo do céu, num beijo doce no horizonte que ele aquece o mar.
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