terça-feira, 13 de julho de 2010

Constelação

to naquela fase das saudades.

Cheguei de viagem no domingo, estive bem cansado esses últimos dias, valeu a pena porém. Tive várias experiencias novas. Diversas das quais eu jamais pensei que passaria, e o engraçado disso tudo é que tive medo. Ele está sempre perseguindo a gente. E hoje eu sinto saudades. Saudades de tudo que passou e ficou aqui em mim, aqui dentro, no meu infinito que só eu sei, enfim, onde está, e que na verdade nem sei bem onde é, mas perdido e sentido, ali aqui, lá. Em todas as partes, perdido e procurando encontrar, querendo e não querendo, pintando o arcoiris de cores frias no meu singelo olhar para trás e ver que aquilo não passou de uma brincadeira de inverno no sul de minas gerais, num sitio gostoso que marcou história pra minha história e fez do meu livro um capitulo interessante e pronto de ler e não me arrepender do quanto real eu vivi aquele momento. Vivi por mim, vivi por ele, e assim hoje me encontro perdido naquele pensamento estranho de outrora passagem pelo campo molhado na relva sombria daquela grama verde no anoitecer frio onde encontravamos contelações como a o cruzeiro do sul e a trópico de escorpião, fiquei sabendo por fim que ele o encontrou logo mais tarde na noite seguinte da minha partida sozinho. Me deixou querendo ver o que meus olhos aquele dia não conseguiam enxergar por estarem em delirio ao sorriso dele que ali na minha frente me explicava as constelações no céu.

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