Por volta das onze horas da manhã meu celular tocou na cama, fazendo correr uma onda vibratória que me fez despertar. Quando abri, era nada menos do que eu já esperava. Num brotar discreto o sorriso tomou conto do meu rosto e com uma certa dificuldade consegui abrir os olhos, que ficavam um pouco incomodados pelos raios do sol que já invadiam meu quarto pela manhã, substituindo aquele cenário nebuloso dos últimos dias, o sol havia resolvido reaparecer. Fiquei Feliz. Passamos o dia juntos, vimos filme e eu não sabia o que sentir naquele momento, porque afinal eu estava feliz, mas sabia que logo seria o momento de dizer “adeus” e não queria passar por isso de novo, por mais acostumado que eu estava tentando ficar. Era aquela sensação de dor no coração apertado que olhava a cada minuto naquele olhar que gritava solidão e tristeza, mas eu não tinha muito que fazer, estava do meu jeito, e por mais que tentasse não demonstrar isso... O sol foi se pondo leve, e a hora chegou como num piscar de olhos, a tarde havia sido realmente maravilhosa e então fomos até a rodoviária. Pisei naquele asfalto sombreado pelas luzes do poste com certa dificuldade, forçado, não queria caminhar em direção a despedida, e aquela era o único caminho que tínhamos a seguir, no abraçamos durante todo ele, nos beijamos, e enfim chegamos. Sentado e perdido, eu olhava aquele sorriso encantador e ao mesmo tempo triste por ter que ir embora, mas via felicidade no olhar quando lembrava que voltaria em breve, deixei que o momento me levasse até o mais profundo dos sentimentos quer carreguei até hoje e deixei por fim as palavras rolarem: “Fecho os olhos pra não ver passar o tempo. Sinto falta de você.... Anjo bom, amor perfeito no meu peito sem você não sei viver, então vem que eu conto os dias, conto as horas pra te ver eu não consigo te esquecer cada minuto é muito tempo sem você, os segundos vão passando lentamente, não tem hora pra chegar até quando te amando, te querendo meu coração quer te encontrar...” Uma lagrima discreta rolou nos olhos de ambos quando, por fim, terminei. Quando nos demos conta já havia passado os trinta minutos necessários para que o ônibus chegasse, feito. Uma fila se formou na porta do ônibus e esperamos que todos entrassem, quando em direção a motorista para lhe entregar a passagem vimos um casal se beijar e se despedir, era também a nossa vez. Apertei seu peito forte contra o meu e dei-lhe um beijo doce e forte no rosto, senti um calor intenso juntar nossos corações e baterem, naquele instante, na mesma sincronia. Deixei que me beijasse e senti da mesma forma intensa aquele beijo no rosto, nossas pernas cambalearam pro lado e fixamos o mais forte abraço que podia existir, olhei em seus olhos e só consegui dizer “boa viagem, volta logo”. Havia sido a mais doce despedida que vivi. Fiquei admirando por alguns segundos aquele gesto e recebi um olhar em troca, voltamos a nos abraçar forte e deixei que fosse, para assim ficar mais fácil aquela impossível despedida, fui indo aos passos lentos embora, e ainda consegui acenar pelo vidro, que no mesmo instante foi retribuído, e assim fui aos passos lentos me perdendo no meio daquela multidão que aguardava o próximo ônibus.
A despedida é a certeza de que vale a pena esperar... Sentir saudade é a confirmação de que valeu a pena viver tudo o que se passou... E a espera do reencontro a volta e o coração batendo a resporação ofegante... isso tudo posso traduzir em uma palavra... AMOR!
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