quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Carta ao Sr. Noel.

Oi Papai Noel!
Algumas velas piscam sobre mim, o vento bate em cada chama levando-as na direção do meu coração. Elas piscam e sopram. E eu estou aqui me segurando a um lustre de esperança tentando cantar uma canção para chamar a neve que nunca cai, e que nunca veio até aqui. Não parece nem um pouco que é natal, logo as luzes da rua de baixo se acendem e se misturam com a cor do céu azul que se deixa tonalizar levemente de preto dando perfeito destaque ao mais belo e iluminado carro voador. Você veio! Dessa vez eu pude ver, pude sentir enfim que é natal.

Aquelas luzes iluminam a rua. Lá embaixo, onde o mar encontra a cidade todos os seus problemas acabam e o natal deixa um rastro de felicidade, onde dos pés brotam sentimentos de esperança e fé. Oh, luz de natal, continue brilhando. Talvez elas a tragam de volta e assim todos os problemas acabarão.
Esse ano já estou um pouco maior, mas, acredito que o espirito e o amor que tomam conta dessa data ainda existam, por isso escrevo mais essa carta para que talvez entenda como me sinto ao saber que essa leitura pode deixa-lo feliz, não pelo fato de pedir mais uma caixa com um presente bacana, ou aumentar mais um endereço na rota magica feita pelas incansaveis renas voadoras, mas pelo fato de te pedir algo que não costumo.

A noite de natal está chegando, logo queria que a mágica tomasse conta de todos os corações, não pelo fato de receber um presente e abrir um sorriso nos lábios ou até mesmo ficar encantando e fissurado na quantidade de caixas que serão abertas e dos embrulhos que serão rasgados mas, sim com a mágica que estaremos sujeitos quando abrir o coração. Peço portanto, não o presente que tanto esperei nessa data de tantas festas, mas sim O AMOR que sempre quis. Desejo-o da mesmo forma que fiquei esperando por tanto tempo aquele Robo que andava sozinho e apontatava com a a arma na mão esquerda e gritava algo do tipo: "renda-se, você não tem saída" ou até mesmo aquele carrinho de controle remoto que consigo controla-lo á metros de distancia, quem sabe até aquela bicicleta que esperei durante meses e até sonhei com ela e que quando chegou tive receio de sair na rua sem rodinhas, por medo de cair. Eu ainda estou aqui.

Aguardo ansioso, quero logo esse presente, essa paz que me rodeia durante toda noite enquanto sonho com o dia em que o trenó voador passará por cima do meu telhado e magicamente deixará o presente sobre a copa da arvore docemente montada na sala de estar e que brilha desde as seis da tarde até a manhã do dia seguinte, sinalisando o lugar onde deve ser posto o presente de natal, aquele presente que esperei o ano todo, e que desejo de todo coração.


sábado, 4 de dezembro de 2010

As Tu Deja Aime

Os amores passageiros,
têm febres fúteis

E o beijo demasiado verde

Esfola-nos os lábios
Porque ao querer amar
Pela beleza do gesto,

o verme da maçã
Escorrega-nos entre os dentes
Ele roe-nos o coração,
o cérebro e o resto
Esvazia-nos lentamente

Mas quando ousamos amar

Pela beleza do gesto,

esse verme na maçã
Toca-nos o coração,
o cérebro e deixa-nos
O seu perfume lá dentro

Os amores passageiros,

fazem esforços inúteis
As suas carícias efêmeras,
cansa-nos o corpo

Os amores que duram

Tornam os amantes menos belos
As suas carícias usadas
Dão cabo de nós