Sabemos que o amor é momentaneo: num dia está lá, no outro já se foi. Essa transitoriedade mostra que isso não é amor real, é outra coisa mascarada de amor - talvez luxuria, algum impulso biologico, alguma necessidade psicológica, o medo de ficar sozinho, um esforço para permanecer ocupado com outro, uma tentativa de preecher o vazio de uma maniera ou outra... Pode ser mil e uma coisas, mas não é amor.
Se fosse amor... A qualidade mais essencial do amor é a perenidade. Ao provar a eternifdade do amor, atemporalidade do amor, você é transformado. Você não é mais parte do mundo profano, entra no mundo do sagrado, do santo. Claro que continua vivendo do mesmo modo comum - na verdade, você se torna mais comum que antes. Você perde todas as pretenções, todos os desejos egoístas, e se esquece totalmente de querer ser outra pessoa - torna-se absolutamente comum.
Mas nesse comum há um brilho, uma graça, uma beleza, um grande esplendor. Você está cheio de luz, porque está cheio de amor; está cheio de alegria, porque está cheio de amor; está sempre disposto a partilhar, porque encontrou uma fonte inesgotável. Você não consegue ser mais mesquinho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário